Meio de semana, na estréia do Ronaldo contra o Itumbiara, a opinião unânime da imprensa e dos fãs do esporte é que foi uma estréia “deprimente”, parecia um “ex-jogador, totalmente fora de forma”. Aí, 3 dias depois, em meia hora de jogo, ele chuta – um chute belíssimo, diga-se de passagem – uma bola na trave e faz um gol de cabeça, num escanteio, com uma generosa colaboração de uma saída errada do goleiro Bruno e da falha de marcação do Marcão.
E pronto.
Mas como assim pronto?
Quer dizer que basta um gol de cabeça num escanteio de um “ex-jogador deprimente e fora de forma” para fazer renascer o ‘Fenômeno’????
Ou ainda: “O Fenômeno voltou!”????? Seleção????
Menos, gente. Menos.
Eu não questiono a genialidade do Fenômeno. Sou fã e torço pelo êxito do jogador. Mas o que ele fez no jogo ontem não foi nada demais. É o que se espera de qualquer atacante que entrasse no segundo tempo, numa partida em que o time está perdendo por 1 x 0.
O que eu quero dizer é que eu já vi – e provavelmente você também – mais de uma dezena de atacantes que entraram no segundo tempo e viraram (viraram, não empataram) um jogo que estava 1 x 0. E nem por isso foram exaltados dessa forma.
Pelo barulho (merecido) todo que o Corinthians e a imprensa fizeram e por tudo o que ele representa, ainda falta muuuuuuuito para o Fenômeno começar a renascer.
E, pra fazer justiça a quem vai ser esquecido de agora pra frente, quem botou fogo no jogo foi a entrada do Dentinho, que entrou poucos minutos antes do “Dentão”, e criou várias jogadas pelo lado esquerdo, conseguindo cavar inclusive 2 amarelos para jogadores do Palmeiras.