O ferrolho, o quarteto e o fim de feira.
2002 – O Ferrolho
Em 2002 Felipão montou um ferrolho. A seleção teve dificuldade absurda para classificar nas eliminatórias, mostrando grande fragilidade contra equipes fraquíssimas. Ele então armou uma retranca, colocando a seleção no 3-5-2.
O esquema acabou funcionando por méritos individuais. Os 3 zagueiros garantiam atrás, os volantes – Gilberto Silva e Kleberson – foram precisos na ligação, Rivaldo e os Ronaldos decisivos na frente. Destruímos!
2006 – O Quarteto
Em 2006 Parreira montou um quarteto. 4 dos melhores do mundo iriam empurrar a seleção ao título. Faltou perna. A defesa foi bem, mas do meio pra frente nada funcionou.
O esquema falhou ao colocar 2 jogadores com mesmas características juntos. Ronaldo e Adriano ocupavam o mesmo espaço e a seleção jogava com menos 1. Gaúcho e Kaká não conseguiam fugir da marcação; faltava perna. No meio Emerson era igual estrada na Amazônia, ligava nada a lugar algum. Tomamos!
2007 – O Fim de Feira
Depois da Copa, Dunga assumiu a seleção e montou um esquema que já havia funcionado muito bem. Na Copa das Confederações o quarteto não tinha Ronaldo, então jogou Robinho. Não que Ronaldo atrapalhe, mas junto com Adriano…
Após jogar até com 4 volantes no meio, Dunga tomou juízo e escalou um 4-4-2 muito parecido com o da Copa das Confederações – Kaká, Ronaldinho, Robinho e Vagner Love. O que falta é material humano. Com a obrigação de renovar, mesmo que seja com Afonso e Cia, a seleção está cheia de atletas que tem muito que mostrar para serem unanimidades.
A defesa vai bem, com base mantida de 2006. Agora precisamor urgentemente de 2 laterais, um volante e de um centroavante. É muito jogador meia-boca junto.

Campeonato mesmo é a disputa do 2º ao 4º lugares. Esta está sensacional. Vamos ter que nos acostumarmos a comemorar também o vice-campeonato. Tenho até sugestão para o o nome do patrono do troféu: Taça José Sarney ou mesmo, Itamar Franco.
Não acredito que esquema de jogo, seja ele 4 4 2, 3 4 3, 2 6 2, ganhe jogo, é preciso jogadores que tenham habilidade para realizar os fundamentos básicos do futebol, por exemplo acertar um base (coisa basicamente impossível para maioria dos jogadores de futebol), acertar cruzamento e as vezes dá uma caneta. A grande maioria dos técnicos de futebol não ganham jogo, e quase sempre contribuem de forma decisa para a derrota de suas equipes.