Não se sabe ao certo se foi depois do oitavo ou do nono copo. Nem mesmo qual bebida tinha dentro do copo. Mas uma coisa é certa: o Catimba surgiu, como não podia deixar de ser, num buteco. E, pra não morrer como a maioria das geniais promessas de mesa de bar, trouxemos a idéia pra cá.
Cláudio, ortopedista, casado, como todo bom mineiro, é uma máquina de beber cerveja. Teimoso feito uma mula, não é que ele seja cabeça dura. Na verdade existem dois tipos de pessoas: as que concordam com ele e as que estão erradas. É encontrado todo sábado a tarde em algum buteco. Centroavante frustrado, acha que toda camisa 9 lhe cai bem. Mas na verdade, devia mesmo era retornar ao atletismo, porque na escola foi tudo que lhe ensinaram. É o responsável pela seção Nas Quatro Linhas, sobre táticas, técnicas, estratégias, a parte cerebral do jogo.
Flávio, mineiro, casado, consultor de sistemas, é um burocrata. Até mesmo pro nome da sua profissão. Do tipo que só vai aos butecos encontrar com os amigos se houver um convite por escrito, com firma reconhecida. Acha que joga de zagueiro, mas ao invés de fechar seu primeiro contrato, acabou fazendo inscrição para o curso de arbitragem. Mas nem pra isso ele serviu. É o responsável pela seção Na Mesma Linha, para provar pro Arnaldo que a regra as vezes é clara, dependendo de quem tá jogando em casa, de quem tá apitando…
Jack, casado, Relações Públicas nato, é um cara diferente de tudo. Paulista que veio pra Minas há alguns bons anos, hoje prefere o Santa Teresa ao Bixiga (embora quando esteja em São Paulo fale o contrário). Literalmente, já foi dono do campo e da bola, mas mesmo assim deixava seus amigos jogarem. Aposentou as chuteiras desde que começou a ser confundido com a bola. Mantém a forma no tal buteco de sábado a tarde… É o responsável pela seção 2 ou 3 Linhas, onde estarão suas notinhas, breves comentários, palpites.
